O parque das felicidades

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Os contos que compõem O Parque das Felicidades resultam de uma contradição aparente: jogam, ao mesmo tempo, com traços de intimidade e traços de mundanidade. Foram desenhados no rigor dos dois mundos, num misto de fascínio e estranhamento – vida e morte. As narrativas revelam a dupla tensão que brota do encontro de condições aparentemente opostas. Talvez, por isso, os personagens pareçam assustados com a própria paisagem que os contém, o que acaba por envolver os leitores em um intrigante cenário crepuscular, preso a uma suave película de violência que os acompanha, narrativa a narrativa, até a estranha “história da menina”.

Brasil

Bernadette Lyra

Nasceu em Conceição da Barra/ES. Escritora com prêmios literários obtidos por todo o país. Tem trabalhos em antologias, revistas e jornais do Brasil e do exterior. Alguns livros de ficção publicados: Memórias das ruínas de Creta (1997, 2ª ed. 2018); Tormentos ocasionais (1998); O parque das felicidades (2009); A capitoa (2014); Água salobra (2017); Ulpiana (2019). Como pesquisadora de cinema publicou O jogo dos filmes (2018) entre outras obras.

Pura beleza!

Leonor Araujo - @leonoraraujofranco

Descrição

Este livro se sustenta sobre uma impossibilidade: jogar de forma brilhante e sensível com histórias que, ao mesmo tempo, apresentam traços de intimidade e traços de mundanidade. Na verdade, os contos que compõem O Parque das Felicidades resultam dessa contradição aparente. Estão desenhados no rigor dos dois mundos, num misto de fascínio e estranhamento – vida e morte. As narrativas revelam a dupla tensão que brota do encontro de condições aparentemente opostas. Elas modulam um universo que oscila mergulhado na sombra onírica do cruzamento contíguo entre momentos diurnos e noturnos, entre monstros solares e lunares. Esses momentos e esses monstros apontam para o limiar onde ficam o paradisíaco e o sombrio, a inocência e o perigo. Através de uma simultaneidade que anula o tempo que os encerra como se fosse esta a condição primeira de sua existência – ser de carne e ser aparência. A autora deixa entrever que não há incompatibilidade da solidão maravilhosa que anima suas criaturas com o mundo solar que as perpassa. No entanto, uma multidão de fantasmas se apresenta como em um sombrio fabulário lunar. Os relatos se equilibram entre uma alegria conformada e uma tristeza contida. Talvez, por isso, os personagens pareçam assustados com a própria paisagem que os contém, o que acaba por envolver os leitores em um intrigante cenário crepuscular, preso a uma suave película de violência que os acompanha, narrativa a narrativa, até a estranha “história da menina”. O que se revela, afinal, não é o predomínio do excêntrico ou do oculto. Mas a delicada certeza da grande escritora que é Bernadette Lyra, fascinante em sua inocente crueldade.

Informação adicional

Peso 200 kg
Dimensões 10 × 14 × 21 cm
Acabamento

Brochura com Orelha

Capa

Mauro Teles

Páginas

126 p.

ISBN

978-85-910074-0-0

Selo

a lápis

Editor

Gelson Santana

Projeto gráfico

Mauro Teles

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