Cinema de Bordas I

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Os trabalhos publicados neste livro resultam das questões de que se vêm ocupando alguns pesquisadores ligados não apenas à Sociedade Brasileira de Estudos do Cinema (Socine), mas também ao Grupo de Pesquisa “Formas e Imagens na Comunicação Contemporânea”, cadastrado no CNPq pelo Mestrado em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.

Alfredo Suppia investiga a possibilidade de existência de um cinema de ficção cientifica no Brasil. Bernadette Lyra reflete sobre a fusão de horror, humor e sexo, em especial no gênero chamado terrir. Fernando Mascarello constata que o cinema gaúcho sedimentou, finalmente, um espaço de expressão urbano. Gelson Santana analisa a bricolagem de procedimentos narrativos e de sentido que ocorre no cinema brasileiro contemporâneo. Josette Monzani mostra os tipos de simbiose existentes entre o olhar de Rubens F. Lucchetti e o de Ivan Cardoso. Laura Cánepa aponta o filme que representaria a possível gênese do cinema de horror no Brasil. Lúcio De F. dos Reis Piedade apresenta uma obra prima do cinema de violência explícita brasileiro que combina sexo e sangue com canibalismo. Rogério Ferraraz demonstra as estratégias de articulação entre a comédia e a ficção científica em dois filmes brasileiros. Rosana Soares estuda o comportamento controvertido das regras da comédia romântica no cinema brasileiro. Zuleika de Paula Bueno considera a produção de um cinema juvenil com base nas chanchadas nos anos 50, a matriz cultural de uma série de manifestações, entre elas a Jovem Guarda.

Brasil

Bernadette Lyra

Nasceu em Conceição da Barra/ES. Escritora com prêmios literários obtidos por todo o país. Tem trabalhos em antologias, revistas e jornais do Brasil e do exterior. Alguns livros de ficção publicados: Memórias das ruínas de Creta (1997, 2ª ed. 2018); Tormentos ocasionais (1998); O parque das felicidades (2009); A capitoa (2014); Água salobra (2017); Ulpiana (2019). Como pesquisadora de cinema publicou O jogo dos filmes (2018) entre outras obras.

Descrição

Neste livro, o conceito de cinema de bordas não existe em função de uma simples oposição, como ocorre com a de cinema marginal, ao qual, muitas vezes, cabe o epíteto de experimental, no sentido que este termo adquiriu ao contrapor um cinema voltado para uma expressão individual quase que puramente poética, a um cinema fortemente voltado para o mercado. Também não se trata do que comumente se qualifica como cinema inocente, pois o cinema de bordas apresenta peculiaridades em que se observa uma deliberada adesão à experiência que ocorre no regime trivial do lazer, muitas vezes de maneira explícita.

A tentativa principal deste livro sobre o cinema de bordas no Brasil é a superação das dicotomias valor ativas que privilegiam os jogos do espírito em detrimento aos jogos do corpo. Dessa forma, os trabalhos reunidos aqui se juntam aos esforços de tantos outros pesquisadores que, por outras vias, vêm investigando coordenadas mais equilibradas, não só na história do cinema brasileiro em seu sentido diacrônico, mas também na história das formas cinematográficas no país.

Informação adicional

Peso 400 kg
Dimensões 10 × 14 × 21 cm
Acabamento

Brochura com Orelha

Capa

Mauro Teles

Páginas

224 p.

Lançamento

2006

ISBN

85-906623-0-6

Selo

a lápis

Editor

Gelson Santana

Projeto gráfico

Mauro Teles

Artigos e Pesquisadores

Alfredo Suppia – FICÇÃO CIENTÍFICA NO CINEMA BRASILEIRO: QUE BICHO É ESSE?
Bernadette Lyra – A PARTE MALDITA
Fernando Mascarello – O PAMPA VAI VIRAR MAR
Gelson Santana – UM FILME BRICOLADO
Josette Monzani – A TRADUÇÃO DA TRADUÇÃO: A PARCERIA DE RUBENS F. LUCCHETTI E IVAN
CARDOSO
Laura Cánepa – O JOVEM TATARAVÔ: TATARAVÔ DO CINEMA DE HORROR BRASILEIRO?
Lúcio De F. dos Reis Piedade – “O PASTELEIRO”: UM EXERCÍCIO DE SEXO E HORROR NO CINEMA BRASILEIRO
Rogério Ferraraz – DA FICÇÃO CIENTÍFICA À COMÉDIA: (DES) ARRANJO DOS GÊNEROS EM
O HOMEM DO SPUTNIK E POR INCRÍVEL QUE PAREÇA
Rosana Soares – ESSA NÃO É MAIS UMA HISTÓRIA DE AMOR
Zuleika de Paula Bueno – QUANDO OS MOCINHOS SE REBELAM: NOTAS SOBRE UM POSSÍVEL CINEMA JUVENIL BRASILEIRO

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